Venha conhecer o Oliver
O barulho dos passos de Oliver descendo
as escadas, tiraram a atenção de Lia da TV. Todo corpo dela ficou tenso e ela
fingiu não ouvir, mas ao invés de seguir para a cozinha, ele deu a volta no
sofá passando na frente dela.
A princípio ela sentiu-se feliz por ele não ter
nem dirigido a palavra a ela. Entretanto o silêncio na cozinha era tão grande
que aquilo a incomodou, e lentamente ela levantou e foi ver o que estava
acontecendo.
Quando entrou no cômodo, Oliver estava parado, recostado
na frente da pia, com os braços cruzados sobre o peito. Tudo que ele usava era
uma calça de moletom preta. Sem camisa e descalço.
— O que você está fazendo? — ela perguntou
quando viu que ele tinha os olhos fechados.
— Esperando você.
— Me esperando? Ficou louco?
— Não! Eu sabia que você ia vir ver o que eu
estava fazendo.
— Você é ridículo. — ela se virou para sair mas
antes que pudesse dar um passo, Oliver a alcançou e puxou-a bruscamente
encostando o corpo dela na parede e se encostando nela, prendendo-a no lugar.
— Me solta, seu idiota.
— Tem certeza que você quer que eu te solte? —
ele disse próximo ao ouvido dela. Sua voz rouca, pesada... Sua respiração
quente. — Fale Lia, diga só mais uma vez, que eu te solto.
Enquanto dizia as palavras, os lábios de Oliver
percorriam o pescoço de Lia, seu quadril se projetava para frente, pressionando
sua grande ereção contra ela e as mãos dele a mantinham parada em um aperto que
não chegava a machucar.
Os lábios de Oliver continuaram percorrendo a
pele dela, enquanto tudo que ela conseguia fazer era respirara pesadamente. Seu
corpo se aquecia de uma forma que tudo que ela conseguia, era sentir. Os
pensamentos estavam longe, o controle do seu corpo mais ainda. Já sua pele
parecia ter aumentado a sensibilidade mil vezes.
Quando Oliver chegou aos seus lábios, ela os
entreabriu, dando acesso a ele, que penetrou sua língua, em busca da dela,
explorando sua boca, saboreando seus lábios, enquanto as mãos de Lia seguraram
seu braço musculoso e apertaram. Lia passou as unhas sobre a pele dele e
Oliver, grunhiu sem desgrudar seus lábios.
Rapidamente ele abriu seu roupão e quando
percebeu que ela não usava nada por baixo, seus olhos escureceram, banhados de
luxuria.
— Você é a coisa mais perfeita que eu já vi. —
ele disse admirando o corpo dela, voltando a beija-la de forma dura, antes que
ela pudesse se esquivar dele. Não que ela tivesse dado algum indicio que faria
isso.
As mãos de Oliver percorreram a pele dela até
encontrar seu seio intumescidos e quando ela gemeu com o toque, ele desceu sua
boca até eles, abocanhando seu mamilo, se deliciando com seu sabor.
Lia arqueou o corpo para trás, dando a ele
acesso ao seu corpo.
Oliver a suspendeu, colocando as pernas dela
envolvidas em seu quadril e continuou a beijar a pele sensível do seu seio. Ele
a levou até a mesa, apoiando o corpo de Lia sobre o móvel, deitando-se sobre
ela.
Ele
continuava a saborear sua pele, e lentamente Oliver foi se erguendo, uma das
mãos acariciando seu mamilo e com a outra, desceu até o sexo dela, úmido e
inchado, pronta para ele. Ele se deliciou com a visão de Lia, entregue
completamente a ele.
Ele massageou seu clitóris enquanto ela jogava
o quadril para frente e gemia. Oliver, colocou sua enorme ereção para fora e a
penetrou duramente, enquanto continuava a estimulá-la. Quanto mais ele a
estocava, mais Lia perdia o controle do seu corpo.
Quando os dois chegaram ao orgasmo, e se
afastaram a realidade a invadiu como um tsunami destruidor, acusando-a e
apontando o dedo para Lia. Todo aquele sentimento de angustia e culpa que
torturavam desde que ela voltou de viagem, triplicaram, fazendo seu peito doer.
Depois que Oliver a ajudou a se arrumar,
lágrimas se formaram em seus olhos e aquilo partiu o coração dele.
— Porque você está chorando?
— Não devíamos ter feito isso... de novo.
Norton não merece.
— Não, não merece. — ele concordou — Mas não
podemos negar o que há entre nós. — a voz dele era seca, mas cheia de convicção
e seu olhar demonstravam uma sinceridade que só serviu para deixar Lia ainda
mais angustiada.
— Não há nada entre nós, Oliver, além do
desejo...
— Você está enganada. — ela ia responder, mas
ele colocou o dedo suavemente sobre os lábios dela — O que há entre nós é muito
mais do que puramente carnal e um dia você perceberá. Até lá se você quiser,
fico longe de você. Não vou mais te
tocar, por mais que isso vá doer como o inferno. Basta você pedir.
Lia o encarou confusa. Não podia acreditar que
ele estava falando sério! Não depois de toda provocação, não depois do que eles
tinham feito, entretanto... ela sabia o que dizer.
— Eu quero que você fique longe de mim, Oliver.
Ele fechou os olhos, como se aquelas palavras o
ferissem, mas apenas assentiu e se afastou, deixando-a sozinha na cozinha.

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