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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tentação a R$ 2,99

Venha conhecer o Oliver



O barulho dos passos de Oliver descendo as escadas, tiraram a atenção de Lia da TV. Todo corpo dela ficou tenso e ela fingiu não ouvir, mas ao invés de seguir para a cozinha, ele deu a volta no sofá passando na frente dela.
A princípio ela sentiu-se feliz por ele não ter nem dirigido a palavra a ela. Entretanto o silêncio na cozinha era tão grande que aquilo a incomodou, e lentamente ela levantou e foi ver o que estava acontecendo.
Quando entrou no cômodo, Oliver estava parado, recostado na frente da pia, com os braços cruzados sobre o peito. Tudo que ele usava era uma calça de moletom preta. Sem camisa e descalço.
— O que você está fazendo? — ela perguntou quando viu que ele tinha os olhos fechados.
— Esperando você.
— Me esperando? Ficou louco?
— Não! Eu sabia que você ia vir ver o que eu estava fazendo.
— Você é ridículo. — ela se virou para sair mas antes que pudesse dar um passo, Oliver a alcançou e puxou-a bruscamente encostando o corpo dela na parede e se encostando nela, prendendo-a no lugar.
— Me solta, seu idiota.
— Tem certeza que você quer que eu te solte? — ele disse próximo ao ouvido dela. Sua voz rouca, pesada... Sua respiração quente. — Fale Lia, diga só mais uma vez, que eu te solto.
Enquanto dizia as palavras, os lábios de Oliver percorriam o pescoço de Lia, seu quadril se projetava para frente, pressionando sua grande ereção contra ela e as mãos dele a mantinham parada em um aperto que não chegava a machucar.
Os lábios de Oliver continuaram percorrendo a pele dela, enquanto tudo que ela conseguia fazer era respirara pesadamente. Seu corpo se aquecia de uma forma que tudo que ela conseguia, era sentir. Os pensamentos estavam longe, o controle do seu corpo mais ainda. Já sua pele parecia ter aumentado a sensibilidade mil vezes.
Quando Oliver chegou aos seus lábios, ela os entreabriu, dando acesso a ele, que penetrou sua língua, em busca da dela, explorando sua boca, saboreando seus lábios, enquanto as mãos de Lia seguraram seu braço musculoso e apertaram. Lia passou as unhas sobre a pele dele e Oliver, grunhiu sem desgrudar seus lábios.
Rapidamente ele abriu seu roupão e quando percebeu que ela não usava nada por baixo, seus olhos escureceram, banhados de luxuria.
— Você é a coisa mais perfeita que eu já vi. — ele disse admirando o corpo dela, voltando a beija-la de forma dura, antes que ela pudesse se esquivar dele. Não que ela tivesse dado algum indicio que faria isso.
As mãos de Oliver percorreram a pele dela até encontrar seu seio intumescidos e quando ela gemeu com o toque, ele desceu sua boca até eles, abocanhando seu mamilo, se deliciando com seu sabor.
Lia arqueou o corpo para trás, dando a ele acesso ao seu corpo.
Oliver a suspendeu, colocando as pernas dela envolvidas em seu quadril e continuou a beijar a pele sensível do seu seio. Ele a levou até a mesa, apoiando o corpo de Lia sobre o móvel, deitando-se sobre ela.
Ele continuava a saborear sua pele, e lentamente Oliver foi se erguendo, uma das mãos acariciando seu mamilo e com a outra, desceu até o sexo dela, úmido e inchado, pronta para ele. Ele se deliciou com a visão de Lia, entregue completamente a ele.
Ele massageou seu clitóris enquanto ela jogava o quadril para frente e gemia. Oliver, colocou sua enorme ereção para fora e a penetrou duramente, enquanto continuava a estimulá-la. Quanto mais ele a estocava, mais Lia perdia o controle do seu corpo.
Quando os dois chegaram ao orgasmo, e se afastaram a realidade a invadiu como um tsunami destruidor, acusando-a e apontando o dedo para Lia. Todo aquele sentimento de angustia e culpa que torturavam desde que ela voltou de viagem, triplicaram, fazendo seu peito doer.
Depois que Oliver a ajudou a se arrumar, lágrimas se formaram em seus olhos e aquilo partiu o coração dele.
— Porque você está chorando?
— Não devíamos ter feito isso... de novo. Norton não merece.
— Não, não merece. — ele concordou — Mas não podemos negar o que há entre nós. — a voz dele era seca, mas cheia de convicção e seu olhar demonstravam uma sinceridade que só serviu para deixar Lia ainda mais angustiada.
— Não há nada entre nós, Oliver, além do desejo...
— Você está enganada. — ela ia responder, mas ele colocou o dedo suavemente sobre os lábios dela — O que há entre nós é muito mais do que puramente carnal e um dia você perceberá. Até lá se você quiser, fico longe de você.  Não vou mais te tocar, por mais que isso vá doer como o inferno. Basta você pedir.
Lia o encarou confusa. Não podia acreditar que ele estava falando sério! Não depois de toda provocação, não depois do que eles tinham feito, entretanto... ela sabia o que dizer.
— Eu quero que você fique longe de mim, Oliver.

Ele fechou os olhos, como se aquelas palavras o ferissem, mas apenas assentiu e se afastou, deixando-a sozinha na cozinha.


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