Trecho do capítulo 6
Vem ler mais um pouquinho do David <3
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Capitulo 6
Ainda tive que aguardar mais alguns minutos até que vi Kelly se despedir da amiga. Desliguei tudo no escritório e fui até a parede de vidro do mezanino da aera Vip e aguardei. Quando Beatriz a levou pelo corredor que dava acesso à sala de segurança eu desci, rapidamente.
Beatriz tinha acabado de sair do corredor, quando eu agradeci e fui até lá. Quando eu abri a porta a expressão assustada de Kelly foi substituída por alívio.
— David?!
— Oi Bombom, você parece surpresa em me ver.
— Claro que eu estou. O que você está fazendo aqui?
— Bom, eu sou o mais novo sócio desse lugar. — eu sorri — No dia em que te conheci eu tinha vindo fechar o negócio. Ganhei duas coisas aquela noite.
— Mas como você sabia que eu estava aqui? Onde você estava a noite toda, que eu não te vi?
Ouvir que ela mencionar que não havia me visto, significava que me procurou e que se lembrou de mim, da noite que nos conhecemos me fez perder todo auto controle. Fui até ela e a abracei, envolvendo meus braços em sua cintura e colando nossos corpos.
— Então você me procurou? — não pude evitar sorrir.
— Eu não... Quer dizer, eu achei que você poderia estar por aqui. Mas eu não fiquei procurando. Só olhando...
Ela estava linda, e ainda mais encantadora se embolando com as frases, tentando não demonstrar o que ela realmente sentia. Claro que tudo isso por causa da bebida.
— Então Kelly, quantas tequilas você tomou?
— Não sei... Muitas. Ei, como você sabe o que eu bebi?!
— Você está se sentindo bem?
— Não muito. Estava indo para casa quando a sua hostess me trouxe para cá.
— Interessante...
Eu não tinha mais o que falar. Inclinei meu rosto e me aproximei dela lentamente, mas não a beijei. Fiquei parado a encarando e Kelly veio ao encontro da minha boca, e foi então que meu controle foi todo pelo ralo. A beijei com desejo, saudade, paixão.
Porra! Como senti saudade daquela boca, daquele gosto. Dos seus lábios macios e doces. Apesar de não querer mais me afastar dela, relutantemente foi o que fiz. Ela não estava bem e eu precisava vê-la em segurança.
— Venha comigo, vou te levar para casa.
Enquanto esperávamos o manobrista trazer o carro, fiquei segurando sua mão. Vi do outro lado da rua aquele rosto conhecido, que por alguns instantes achei que pudesse vir até nós, mas ela permaneceu lá. Apenas observando.
Quando dei partida no carro, coloquei a mão em seu joelho e não tirei mais. Queria senti-la ali, comigo, perto de mim. Ela fechou os olhos e relaxou. E de certa forma aquilo acalmou meu coração. Eu não tinha dito para onde a levaria, mas ela também não perguntou e fechou os olhos, confiando o suficiente para saber que eu não faria nada que ela não quisesse.
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