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Gabriel deixou o irmão lendo a papelada
e foi conduzir Monique ao vestiário da delegacia, para que lá pudesse se lavar.
Guilherme tinha trazido roupas confortáveis e limpas, assim como um par de lingerie,
sabonete, xampu, condicionador, toalha limpa e pente.
Antes de eles entrarem, Gabriel ordenou
que nenhum policial entrasse ali enquanto ele estivesse lá, e improvisou uma
cortina para uma das divisórias do banheiro.
— Você vai ficar aqui? — Monique perguntou
enquanto pegava as coisas que ia precisar na sacola que Guilherme havia trazido.
— Vou! — Gabriel respondeu indiferente a
expressão dela.
— Mas...
— Não se preocupe, vou ficar sentado
ali... — Gabriel apontou para um banco que ficava próximo aos armários dos
policiais, que ficava a uma distância razoável do box onde ele colocou a
cortina — E eu ficarei de costas. Tudo que eu não preciso é você me processando
por assédio e revertendo a situação a seu favor.
Monique
o encarou. Porque diabos ele estava sempre pensando o pior dela? Isso já estava
indo além do que ela acha profissional e começava a acreditar que, ao contrário
do que Guilherme dissera, o investigador realmente tinha uma implicância com
ela. Não que ela se importasse com o que ele pensasse, desde que ele não usasse
isso contra ela no processo.
— Não sei porque você sempre pensa o
pior de mim.
— Porque eu sei muito bem como funciona
a cabeça dos criminosos. Agora vá tomar seu banho. Eu não tenho o dia todo.
Gabriel
se virou e sentou-se no banco. Tirou seu celular do bolso e ficou de costas
para o local onde Monique estava. Mas ele não prestava atenção na tela de seu
telefone. Ele estava atento a qualquer barulho diferente que ela pudesse fazer.
Se ela de alguma forma tentasse fugir, ele estaria atento.
Relutante, Monique começou a se despir
daquelas roupas sujas, sem tirar os olhos do investigador. Ficando apenas de
calcinha e sutiã, ela começou a caminhar para o box, não sem antes observar
mais um pouco Gabriel.
Ele se manteve de costas, como
prometido.
Monique observava seus ombros largos e
braços musculosos. Imaginou se ele seria tão bom de cama, quanto Guilherme e
sorriu com tais pensamentos. O investigador seria o último homem na face da
terra a querer tocá-la. Ele a repudiava, e não era preciso que ele dissesse
isso, para que ela tivesse essa certeza.
Monique entrou no chuveiro e a água
quente tocando sua pele foi mais relaxante que ela podia imaginar. Ver a
sujeira ir embora, era como se ela estivesse se livrando de algum peso, o que
em suma, não fazia o menor sentido.
Os olhos de Gabriel o traíram, quando
ouviu o barulho da água do chuveiro começar a cair. Sim, ele havia fornecido a
ela um pouco de privacidade, mas a cortina era branca e com o contraste da luz,
era por demais, transparente.
Ele pode ver a silhueta de Monique
através da cortina, e porra, como ela era linda! O corpo esbelto, mas cheio de
curvas. A bunda do tamanho certo, seios empinados e de tamanhos perfeitos, que
caberiam precisamente em suas mãos grandes.
Enquanto Gabriel se deleitava com a
imagem da linda assassina durante o banho, sentiu sua masculinidade despertar e
pressionou sua crescente ereção, como se isso pudesse de alguma forma apaziguar
seu desejo.


