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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Desejo de Justiça - V.Totta

Trecho da página 21

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Gabriel deixou o irmão lendo a papelada e foi conduzir Monique ao vestiário da delegacia, para que lá pudesse se lavar. Guilherme tinha trazido roupas confortáveis e limpas, assim como um par de lingerie, sabonete, xampu, condicionador, toalha limpa e pente.
Antes de eles entrarem, Gabriel ordenou que nenhum policial entrasse ali enquanto ele estivesse lá, e improvisou uma cortina para uma das divisórias do banheiro.
— Você vai ficar aqui? — Monique perguntou enquanto pegava as coisas que ia precisar na sacola que Guilherme havia trazido.
— Vou! — Gabriel respondeu indiferente a expressão dela.
— Mas...
— Não se preocupe, vou ficar sentado ali... — Gabriel apontou para um banco que ficava próximo aos armários dos policiais, que ficava a uma distância razoável do box onde ele colocou a cortina — E eu ficarei de costas. Tudo que eu não preciso é você me processando por assédio e revertendo a situação a seu favor.
Monique o encarou. Porque diabos ele estava sempre pensando o pior dela? Isso já estava indo além do que ela acha profissional e começava a acreditar que, ao contrário do que Guilherme dissera, o investigador realmente tinha uma implicância com ela. Não que ela se importasse com o que ele pensasse, desde que ele não usasse isso contra ela no processo.
— Não sei porque você sempre pensa o pior de mim.
— Porque eu sei muito bem como funciona a cabeça dos criminosos. Agora vá tomar seu banho. Eu não tenho o dia todo.
Gabriel se virou e sentou-se no banco. Tirou seu celular do bolso e ficou de costas para o local onde Monique estava. Mas ele não prestava atenção na tela de seu telefone. Ele estava atento a qualquer barulho diferente que ela pudesse fazer. Se ela de alguma forma tentasse fugir, ele estaria atento.

Relutante, Monique começou a se despir daquelas roupas sujas, sem tirar os olhos do investigador. Ficando apenas de calcinha e sutiã, ela começou a caminhar para o box, não sem antes observar mais um pouco Gabriel.
Ele se manteve de costas, como prometido.
Monique observava seus ombros largos e braços musculosos. Imaginou se ele seria tão bom de cama, quanto Guilherme e sorriu com tais pensamentos. O investigador seria o último homem na face da terra a querer tocá-la. Ele a repudiava, e não era preciso que ele dissesse isso, para que ela tivesse essa certeza.
Monique entrou no chuveiro e a água quente tocando sua pele foi mais relaxante que ela podia imaginar. Ver a sujeira ir embora, era como se ela estivesse se livrando de algum peso, o que em suma, não fazia o menor sentido.


Os olhos de Gabriel o traíram, quando ouviu o barulho da água do chuveiro começar a cair. Sim, ele havia fornecido a ela um pouco de privacidade, mas a cortina era branca e com o contraste da luz, era por demais, transparente.
Ele pode ver a silhueta de Monique através da cortina, e porra, como ela era linda! O corpo esbelto, mas cheio de curvas. A bunda do tamanho certo, seios empinados e de tamanhos perfeitos, que caberiam precisamente em suas mãos grandes.

Enquanto Gabriel se deleitava com a imagem da linda assassina durante o banho, sentiu sua masculinidade despertar e pressionou sua crescente ereção, como se isso pudesse de alguma forma apaziguar seu desejo.


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Livro Tentação - V.Totta

Trecho da página 22

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Quando os dois atingiram o ápice do prazer, Norton voltou a beijar Lia e deitou-se ao seu lado, puxando-a contra ele.
Lia deitou a cabeça sobre o peito do noivo, ouvindo seu pulsante coração enquanto ele acariciava seu cabelo. E naquele momento ela decidiu mais uma vez, que não importava o que tinha acontecido, era ali que ela queria estar... para o resto dos seus dias.
Norton não demorou a adormecer, mas Lia? Estava fitando o teto pelos últimos trinta minutos, com os olhos tão abertos quanto na hora em que se deitou. O sono definitivamente havia lhe abandonado.
Levantou-se da cama, enrolou-se em seu robe felpudo e decidiu ir até a cozinha tomar um copo de leite quente para ver se ajudava o sono vir.
Assim que Lia abriu a porta, seu coração falhou uma batida, quando viu Oliver parado do outro lado do corredor, encostado na parede, com um dos pés levantados e os braços cruzados sobre o peito. Os olhos dele encontraram os dela, pois provavelmente estavam fixos sobre a porta antes de Lia abri-la.
— O que... Você... Você estava nos ouvindo?! — ela sussurrou irritada, fechando a porta para não acordar Norton.
— Acredite, eu não precisaria ficar parado do outro lado do corredor para ouvir o que vocês acabaram de fazer.
— Você... — merda, ela estava com muita raiva, e tinha algumas coisas para falar com ele. Mas não queria que Norton acordasse. — Venha até a cozinha, preciso falar com você.
Oliver não respondeu, nem hesitou. Seguiu Lia até o outro cômodo, e ela parou diante da geladeira e cruzou os braços na frente do corpo, enquanto ele parou e a encarou.
— Você não pode ficar aqui, precisa ir embora. — ela disparou.
— Porque? — ele estava sério e os olhos fixos nos dela.
— Não se faça de idiota, sabe muito bem do que eu estou falando. Sabe porque não pode ficar aqui comigo e com o Norton.
— Sinceramente? Não faço ideia do que você está falando.
Lia o fitou por um momento e apesar de Oliver estar sério, ela percebeu o divertimento em seu olhar.
— Você é uma porra de um pervertido, doente? Primeiro fica nos ouvindo e agora finge...
Antes que ela pudesse terminar de falar, Oliver se aproximou rapidamente, deixando seu corpo grande e másculo e seu semblante duro a centímetros de Lia. A proximidade dos dois fez a respiração dela ficar pesada e com dificuldade para engolir.
— Finjo que você não me deseja, ou finjo que você não ficou o jantar todo me olhando?
Ele se aproximou ainda mais, deixando seus lábios a milímetros do dela.
— Eu não vou a lugar nenhum, Lia. Estarei bem aqui, o tempo que for necessário. E acredite é necessário. — a voz dele era rouca e decidida.

Lia fechou os olhos, mas Oliver se afastou e quando ela tornou a abri-los, ele já estava no corredor caminhando para a escada que levava ao andar de cima, onde ficavam os quartos. Ela deixou seu corpo deslizar pela geladeira, sentando-se no chão, levando as mãos ao rosto e deixando que lágrimas grossas caíssem.