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Quando os dois atingiram o ápice do prazer,
Norton voltou a beijar Lia e deitou-se ao seu lado, puxando-a contra ele.
Lia deitou a cabeça sobre o peito do noivo,
ouvindo seu pulsante coração enquanto ele acariciava seu cabelo. E naquele
momento ela decidiu mais uma vez, que não importava o que tinha acontecido, era
ali que ela queria estar... para o resto dos seus dias.
Norton não demorou a adormecer, mas Lia? Estava
fitando o teto pelos últimos trinta minutos, com os olhos tão abertos quanto na
hora em que se deitou. O sono definitivamente havia lhe abandonado.
Levantou-se da cama, enrolou-se em seu robe
felpudo e decidiu ir até a cozinha tomar um copo de leite quente para ver se
ajudava o sono vir.
Assim que Lia abriu a porta, seu coração falhou
uma batida, quando viu Oliver parado do outro lado do corredor, encostado na
parede, com um dos pés levantados e os braços cruzados sobre o peito. Os olhos
dele encontraram os dela, pois provavelmente estavam fixos sobre a porta antes
de Lia abri-la.
— O que... Você... Você estava nos ouvindo?! —
ela sussurrou irritada, fechando a porta para não acordar Norton.
— Acredite, eu não precisaria ficar parado do
outro lado do corredor para ouvir o que vocês acabaram de fazer.
— Você... — merda, ela estava com muita raiva,
e tinha algumas coisas para falar com ele. Mas não queria que Norton acordasse.
— Venha até a cozinha, preciso falar com você.
Oliver não respondeu, nem hesitou. Seguiu Lia
até o outro cômodo, e ela parou diante da geladeira e cruzou os braços na
frente do corpo, enquanto ele parou e a encarou.
— Você não pode ficar aqui, precisa ir embora.
— ela disparou.
— Porque? — ele estava sério e os olhos fixos
nos dela.
— Não se faça de idiota, sabe muito bem do que
eu estou falando. Sabe porque não pode ficar aqui comigo e com o Norton.
— Sinceramente? Não faço ideia do que você está
falando.
Lia o fitou por um momento e apesar de Oliver
estar sério, ela percebeu o divertimento em seu olhar.
— Você é uma porra de um pervertido, doente?
Primeiro fica nos ouvindo e agora finge...
Antes que ela pudesse terminar de falar, Oliver
se aproximou rapidamente, deixando seu corpo grande e másculo e seu semblante
duro a centímetros de Lia. A proximidade dos dois fez a respiração dela ficar
pesada e com dificuldade para engolir.
— Finjo que você não me deseja, ou finjo que
você não ficou o jantar todo me olhando?
Ele se aproximou ainda mais, deixando seus
lábios a milímetros do dela.
— Eu não vou a lugar nenhum, Lia. Estarei bem
aqui, o tempo que for necessário. E acredite é necessário. — a voz dele era
rouca e decidida.
Lia fechou os olhos, mas Oliver se afastou e
quando ela tornou a abri-los, ele já estava no corredor caminhando para a
escada que levava ao andar de cima, onde ficavam os quartos. Ela deixou seu
corpo deslizar pela geladeira, sentando-se no chão, levando as mãos ao rosto e
deixando que lágrimas grossas caíssem.

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