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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Livro Tentação - V.Totta

Trecho da página 22

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Quando os dois atingiram o ápice do prazer, Norton voltou a beijar Lia e deitou-se ao seu lado, puxando-a contra ele.
Lia deitou a cabeça sobre o peito do noivo, ouvindo seu pulsante coração enquanto ele acariciava seu cabelo. E naquele momento ela decidiu mais uma vez, que não importava o que tinha acontecido, era ali que ela queria estar... para o resto dos seus dias.
Norton não demorou a adormecer, mas Lia? Estava fitando o teto pelos últimos trinta minutos, com os olhos tão abertos quanto na hora em que se deitou. O sono definitivamente havia lhe abandonado.
Levantou-se da cama, enrolou-se em seu robe felpudo e decidiu ir até a cozinha tomar um copo de leite quente para ver se ajudava o sono vir.
Assim que Lia abriu a porta, seu coração falhou uma batida, quando viu Oliver parado do outro lado do corredor, encostado na parede, com um dos pés levantados e os braços cruzados sobre o peito. Os olhos dele encontraram os dela, pois provavelmente estavam fixos sobre a porta antes de Lia abri-la.
— O que... Você... Você estava nos ouvindo?! — ela sussurrou irritada, fechando a porta para não acordar Norton.
— Acredite, eu não precisaria ficar parado do outro lado do corredor para ouvir o que vocês acabaram de fazer.
— Você... — merda, ela estava com muita raiva, e tinha algumas coisas para falar com ele. Mas não queria que Norton acordasse. — Venha até a cozinha, preciso falar com você.
Oliver não respondeu, nem hesitou. Seguiu Lia até o outro cômodo, e ela parou diante da geladeira e cruzou os braços na frente do corpo, enquanto ele parou e a encarou.
— Você não pode ficar aqui, precisa ir embora. — ela disparou.
— Porque? — ele estava sério e os olhos fixos nos dela.
— Não se faça de idiota, sabe muito bem do que eu estou falando. Sabe porque não pode ficar aqui comigo e com o Norton.
— Sinceramente? Não faço ideia do que você está falando.
Lia o fitou por um momento e apesar de Oliver estar sério, ela percebeu o divertimento em seu olhar.
— Você é uma porra de um pervertido, doente? Primeiro fica nos ouvindo e agora finge...
Antes que ela pudesse terminar de falar, Oliver se aproximou rapidamente, deixando seu corpo grande e másculo e seu semblante duro a centímetros de Lia. A proximidade dos dois fez a respiração dela ficar pesada e com dificuldade para engolir.
— Finjo que você não me deseja, ou finjo que você não ficou o jantar todo me olhando?
Ele se aproximou ainda mais, deixando seus lábios a milímetros do dela.
— Eu não vou a lugar nenhum, Lia. Estarei bem aqui, o tempo que for necessário. E acredite é necessário. — a voz dele era rouca e decidida.

Lia fechou os olhos, mas Oliver se afastou e quando ela tornou a abri-los, ele já estava no corredor caminhando para a escada que levava ao andar de cima, onde ficavam os quartos. Ela deixou seu corpo deslizar pela geladeira, sentando-se no chão, levando as mãos ao rosto e deixando que lágrimas grossas caíssem. 



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